Nem sei bem por onde começar ou sequer o que escrever, se devo ou não fazê-lo. Mesmo.
Nos últimos tempos, tenho estado ausente. Mas literalmente ausente de tudo o que disse respeito à sociedade, nos espaços, vazios, e proximidades, sobrepostas, que os ponteiros dos relógios, têm teimado em executar.
Não sabia do assalto ao BES, já depois deste ter acontecido. Adorei a cara da Sra. da estação de serviço quando ao meter conversa comigo me falou do assalto. Qual assalto, perguntei? Ficou siderada a olhar para mim, incrédula em como poderia existir uma alminha que não soubesse o que se tinha passado. Pelo menos uma, sim, estava ali defronte dela. E como me estava a sentir bem.
O reboliço gerado por toda a carga negativa das notícias alarmistas e deprimentes que se escutam na Televisão e rádios é impressionante. O efeito sobre nós, é ainda mais assustador. Longe disso, ficamos outros seres, mais despertos para tudo o que de bom existe no mundo, da beleza que nos rodeia, dos sentimentos puros e essenciais, básicos para uma existência equilibrada, equilibradora e equilibrista. Tudo ao contrário do que sucede normalmente, quando estamos misturados com a multidão citadina, bombardeada por barbaridades e sensacionalismos. Acreditem!
É também maravilhoso perceber como as partilhas de novas realidades, o beber de novos conhecimentos e o contacto com outras pessoas nos faz revigorar e perceber pormenores, pequenos, sim, singelos mesmo, mas que são importantes. Quem sabe, os mais importantes...
E é assim que com uma semana apenas de férias se consegue mudar drasticamente de moral e de sensação, paz e luz interior.
Aqui na cidade afloram a breves trechos temporais, mas a rotina esmaga-os sem qualquer dó ou piedade, relegando-os para um plano que não conseguimos observar na pressa com que passamos ou nos damos nos locais habituais que julgamos conhecer. O hábito faz-se assim, em locais que julgamos confortáveis, conhecidos, reactivos. Que engano!
A essência está sempre ao nosso alcance. Sempre! Mas no meio de tudo o resto, é só mais uma, uma escolha, um engano, uma alternativa. No meio de tanta outra coisa, não se impõe, dá-se a escolher, a ser observada, a deixa-se saborear.
Bato quase sempre no mesmo ceguinho. É certo...
Agora voltei, mas só de passagem. Estou quase e novamente "livre"...
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Essência vs aparência
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