terça-feira, 29 de junho de 2010

Scuts: pagas, pagas e pagas mesmo

Às vezes custa-me escrever. Primeiro porque não sou (muito) tolerante, confesso. Segundo, porque não gosto que me tentem convencer que as barbaridades são aceitáveis e melhores para todos. Terceiro, porque não tenho tempo para desperdiçar.

O novo papão gerado pela crise, por este governo, pelos nossos políticos, são as scuts. Nome pomposo e criado para designar estradas. Só. Simples estradas. Não, não são estradas especiais, xpto, não: são meras estradas. E são-no porque não temos outras alternativas, porque hipotecamos a rede de estradas nacionais, atafulhando-as de rotundas, passadeiras, limites de velocidade, semáforos e outros constrangimentos, quando passamos a gestão das mesmas para as Câmaras Municipais, ao invés de serem geridas pelo estado, pelo Instituto de Estradas de Portugal – IEP – ex JAE – Junta Autónoma de Estradas. Com este acto transforma-mo-las em vias municipais, que servem municípios e os seus interesses e não o país e a sua fluidez.

Aqui surge a primeira incongruência desta trapalhada, anterior a tudo isto: o que faz, neste momento, o IEP, esvaziadas que foram as suas competências de gestão na rede decrépita e moribunda de estradas nacionais? Gostava de conseguir justificar-me a persistência da sua existência, fugindo às suspeitas de interesses, de jobs for the boys, se hoje poucas ou nenhumas são as estradas feitas e geridas exclusivamente pelo governo...

Mas voltando às scuts, essas maravilhosas vias, desconfio que esta trapalhada já há muito que vinha sendo congeminada.

A A23 foi construída, em muitos lanços do seu trajecto total, por cima do existente IC6, se não me engano, aniquilando o mesmo e deixando persistir apenas até hoje, alguns troços isolados, convertidos em variantes às já existentes estradas nacionais, na região.

O antigo IP5, sobre a égide da reformulação, por motivos vários que passaram pelo incremento na segurança, pela facilidade de ligação a Espanha, sofreu obras – e que obras – mas foi aniquilado na sua totalidade e passou-se a chamar A25.

Nestes dois exemplos, dada a má fé de governos e políticos, em casos anteriores, acredito que a mudança de nome das vias, independentemente dos melhoramentos indiscutíveis, serviram para facilitar a introdução de portagens: já não são meros IP – itinerários principais – ou IC – itinerários complementares – criados para servir as populações, são AE – auto estradas – bens de luxo, pelos quais temos que pagar para utilizar e às quais existem inúmeras alternativas sem custos.

Aqui gera-se o primeiro nó da trapalhada: essas alternativas não existem de facto. E como não existem, vai de se criar excepções. Primeiro para os residentes. Depois para as operadoras logísticas das regiões afectadas. A seguir dispara-se que taxaríamos apenas os estrangeiros. Imediatamente sugere-se que sejam isentados, para todos, os lanços que realmente não terão alternativas. Tem é que se pagar. Por justiça. Por coerência.

Por justiça e por coerência, enquanto não se resolvesse e se pensasse realmente num modelo lógico, ponderado, racional e funcional, não se inseriam portagens em vias algumas. Por cidadania e respeito, não se justificava a inserção das mesmas com os custos para o estado, porque se assim fosse, acabar-se-ia, por exemplo, com o IEP – quantos milhões se poupavam, não sei, mas era simplesmente por princípio.

O mesmo que impediria que tivessem sido desperdiçados milhões com o BPN que, depois de absorvidas as dívidas, suportadas que foram pela CGD – indirectamente por todos os contribuintes – esteja à venda novamente, isento de dívidas e de todos os problemas.

O mesmo que relembra a ambição de todos os políticos em resolver as assimetrias entre interior / litoral e reequilibrar o país, povoando o interior, fixando populações e dotando-o de mão-de-obra que permitiria a fixação de industria ou serviços, gerando o tão apregoado mas nunca conseguido, desenvolvimento do interior.

Também não podemos justificar esta medida, com as diferenças, no que diz respeito a pagamento de vias de circulação rodoviária, entre áreas geográficas. Especificamente no caso das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, não aceito que me justifiquem que o Porto passe a pagar mais, porque Lisboa paga mais do que o Porto. Então, porque não Lisboa passar a pagar menos, porque o Porto paga menos?



Assinalado a verde o que não se paga e a vermelho o que se paga

Ainda sobre a égide da justiça e discriminação positiva e assumido que já foi pelo governo que a margem sul do Tejo não tem alternativas às Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, não pense em isentar, como pensou para as scuts, os habitantes da margem sul desses mesmos pagamentos.

Falam em milhões que têm que pagar às concessionárias, mas quem lá meteu as concessionárias foram os governos. Quem inventou este modelo de gestão das estradas portuguesas, foram os sucessivos governos. Quem estabeleceu os contractos de exploração das vias pagas, foram os governos. Ainda assim, quando ouvimos e discutimos os pagamentos das scuts, não estamos a discutir o pagamento na totalidade das prestações às concessionárias, por isso, no fim e em cima de tudo isto, o governo ainda vai transferir dinheiro para as mesmas. Será que só até perfazer o volume transferido até aqui ou que a prestação continuará a ser a mesma? Será que não irão as concessionárias cobrar também a monitorização e fiscalização das vias, como sugerido pelo Secretário de Estado dos Transportes, no Prós e Contras?

E depois temos todos os agentes económicos que ficam (ainda mais) "isolados", sentindo ainda mais o peso da interioridade, com a cobrança das portagens e que já disseram que os hipotéticos aumentos de custos (de transporte, de produção ou outros) originados pela cobrança de portagens, terão que ser reflectidos nos preços que cobram aos seus clientes e, no final da cadeia de todos os clientes e consumidores, estamos todos nós. Ou seja, directa ou indirectamente, vamos sempre pagar scuts!

Vejam os vídeos do Prós e Contras de dia 2010-06-28:

1ª parte
2ª parte
3ª parte

(volto a dizer que) Prefiro pagar scuts mesmo que nunca as utilize, a pagar outras coisas que me exigem. Mas deixo uma sugestão: porque não ressuscitar o IEP e poupar uns milhões, libertando-nos das concessionárias e das concessões obscuras e ruinosas?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mundial de futebol, futebol, mundial (indexa google, indexa)

Sei que o que está na ordem do dia é o Mundial de Futebol, os craques, as bolas e tudo o que gira à volta disso, mas eu sou contra corrente, não vou escrever sobre futebol (até que por mim acabava-se com o futebol, mas adiante).

Já que me vão ao bolso, enquanto contribuinte, prefiro pagar uma maternidade ou um SAP – Serviço de Atendimento Permanente – abertos em Freixo de Espada a Cinta, independentemente do número de utentes e todas as justificações que nos deram para os encerramentos, do que ter salvo o BPN – Banco Português de Negócios – mas ninguém me perguntou, escolhi "à força".

Lisboa Cidade

Hospital de S. José
Hospital de Sta. Maria
Hospital S. Francisco Xavier
Hospital Curry Cabral
Hospital de Sta. Marta
Hospital Pulido Valente
Hospital Egas Moniz
etc.

Grande Lisboa

Hospital Conde Castro Guimarães – Cascais
Hospital de Sta. Cruz – Carnaxide
Hospital de S. Bernardo – Setúbal
Hospital Fernando Fonseca – Amadora
Hospital Garcia de Horta – Almada
Hospital Nossa Senhora do Rosário – Barreiro

Mas mora assim tanta gente em Lisboa? Na Cidade de Lisboa? Qual o critério utilizado, na distribuição dos cuidados primários de saúde? Distância? Densidade populacional? Acessos rodoviários? Rendimento per capita?

Pampilhosa da Serra só tem SAP 3 dias por semana. Nos restantes os utentes terão que se deslocar – com que meios? – para Arganil, percorrendo uma distância cerca de "apenas" 30 quilómetros.

30 quilómetros, por exemplo do Seixal a Lisboa, percorrem-se em 10 / 15 minutos. 30 quilómetros, de Pampilhosa da Serra a Arganil, percorrem-se em 60 / 90 minutos (sim, 1 hora / 1 hora e meia).

Critérios...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Às vezes, sinto vergonha...

... de mim, de nós, do meus país, das nossas atitudes e mentalidade.



A ida ao City Classic Alvalade ver o PARE, ESCUTE, OLHE foi só mais um pretexto para sentir isto. Sentir o que não queria nada sentir e lamentar que este cantinho da Europa, cheio de potencialidades, outro tanto de gente boa, mais um punhado de gente valente, capaz, esforçada, seja gerido, por estes políticos e habitado por este povo, por esta massa. Às vezes penso como seria isto tudo com outros... personagens...

É vergonhosa a impunidade com que se decidem coisas. É calamitoso como se decide recorrendo a critérios duvidosos e suspeitos. É lamentável que passe sempre incólume quem faz, o que se faz e ou como se faz. É ultrajante sentir a pressão cada vez maior sobre o património, sobre as pessoas, sobre o que não interessa ou conta para os interesses, negócios, dizem, progresso.

Sobre a linha do Tua há que dizer que o desfecho previsível - apesar de indesejável - desta história a todos nós se deve. À nossa indiferença, ao nosso desinteresse, à distância que nos é dada a parecer - entre os "grandes" centros urbanos portugueses e a tal linha perdida no meio dos vales do Douro, longa é a viagem, acreditamos. Afinal, está a 4 horas de viagem de Lisboa e a pouco mais de metade disso, do Porto.

Porque não passar por lá para verificar o que todos estamos a perder? Porque não ver o que tanto se fala, para verdadeiramente sentir o vale, a linha, o vale do Douro - classificado pela Unesco como património da humanidade - e o "interior distante"? Porque não, por um fim de semana que seja, abandonar os centros comerciais, os cinemas e as exposições, a cultura urbana e visitar o nosso património cultural, natural, rural? Porquê votar a um triste destino o que não se conhece? Porquê ditar o distanciamento do nosso interior, Trás-os-Montes, Beira Interior, Alentejo, em relação ao país urbano, desorganizado e cinzento? Para quê? Não resultou até agora, porque teimamos em insistir nisto?

Se queremos barragem, sim, mas queremos linha também. Se isso implica quota máxima ou mínima, não sei, não sou especialista, mas sei que muito investimento se tem feito em energia eólica, outro tanto em barragens, mais um pouco em dotar o país com centrais termo-eléctricas mais rentáveis, com maior rendimento, não poderemos passar sem esta barragem? Se não conseguirmos passar sem ela, não a podemos fazer noutro local? O vale do Douro é património da humanidade - por curiosidade: Lista do Património Mundial em Portugal - e não um acidente geográfico qualquer que tem um rio a correr, ao fundo!

Na lista em cima, se tiveram curiosidade em ir ver, reparam que as gravuras rupestres do Vale do Côa, um outro rio na região, um outro vale da região classificada do Alto Douro Vinhateiro, um outro património cultural, também estão classificadas e, perante elas, "perdemos" uma barragem. Porque é a linha do Tua é menos importante?

Um pouco da (muita) história desta linha, pode ser vista aqui.

Já há muito acompanho este blog, mas o PARE, ESCUTE, OLHE só me veio espicaçar ainda mais a insatisfação perante este país que não é o meu país, perante um país que sinto a saque, sem rei nem roque, sem lei, sem rumo, sem coesão que nos faça andar e que nos empurre no sentido... num sentido.

Não vão desperdiçar o vosso tempo a ir ao cinema ver, enquanto ainda está em exibição, o PARE, ESCUTE, OLHE e sintam, formem opinião, vejam o que todos estamos a perder. Indignem-se da mesma forma que faz um transmontano e que, acredito, todos aqueles que já o foram ver e dêem um primeiro, pequeno mas confortável e indolor passo: assinem esta petição, mostrem que não querem este futuro para um património valioso e que é de todos nós.



A linha (também) é tua e uma vez perdida, será para sempre!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Credibilidade dos políticos, credibilidade de todos nós



"Caso dos submarinos: As suspeitas que chegam da Alemanha afectam a credibilidade dos políticos?", pergunta-nos a antena aberta da RTP N.

É alguma piada? Mas qual credibilidade?

Só neste caso recente dos submarinos, muito bem, o governo afastou o cônsul português alvo de suspeitas. Mas... porquê este "pobre coitado"? Porquê só este? Porque não o sócrates? Porque não a fátima felgueiras, o isaltino, o major, o avelino? Relembro que alguns deles até têm processos a decorrer e continuam em exercício... Ou não?

Fujamos dos políticos que não são gente séria, porque não os administradores da Portugal Telecom (PT)? Porque é que só está dentro um mero sucateiro e não o vara, ex-político, actual administrador do Millennium bcp?

Porque fomos todos nós contribuintes obrigados a participar na nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), parte do grupo SLN, das poucas partes que dava prejuízos? Porque não ficamos com o grupo todo? E porque é que depois de pagarmos as dívidas, o governo quer vender o banco? E porque é que o dias loureiro e outros, continua à solta, de costa direita, de fato e gravata?

Alguém me consegue explicar o porquê de existirem SEMPRE dois pesos e duas medidas?

Se o governo queria mostrar, no caso dos submarinos, que combate a corrupção, esteve mal! Como podem mostrar isso, insuflados com seriedade imaculadamente súbita, se dentro do próprio governo existem inúmeras suspeitas de corrupção, favorecimentos, gestões danosas? Aliás, o próprio chefe do governo está mais que metido até às orelhas em suspeitas e rumores de alguns deles e mantém-se lá, como diz o sábio povo desunido e ansioso por lá conseguir chegar e poder fazer o mesmo, no poleiro, de pedra e cal!

Ao menos, colocava o lugar à disposição do sr. presidente da república (olha quem) que nada iria fazer, mas essa sim, era uma atitude de quem nada teme e de seriedade!

É dia 1 de Abril, mas temo que infelizmente tudo isto não sejam apenas as mentiras da praxe, até porque, já dura há longos anos... Há muito mais do que os quase 36 anos de podre democracia. Mudou-se o regime, mudaram-se os artistas. Chamaram-se mais uns. O circo mantém-se, mas está a ficar pequeno para tantos.

Os espectadores continuam inertes: nem palmas, nem tomates podres.

E o circo continua...

PS - todos estes nomes e designações em pequenino não foi erro

sexta-feira, 26 de março de 2010

P'a cantarolar...

Owl City - Fireflies



You would not believe your eyes
If ten million fireflies
Lit up the world as I fell asleep

'Cause they'd fill the open air
And leave teardrops everywhere
You'd think me rude
But I would just stand and stare

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems

'Cause I'd get a thousand hugs
From ten thousand lightning bugs
As they tried to teach me how to dance

A foxtrot above my head
A sock hop beneath my bed
A disco ball is just hanging by a thread

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep

Leave my door open just a crack
(Please take me away from here)
'Cause I feel like such an insomniac
(Please take me away from here)
Why do I tire of counting sheep
(Please take me away from here)
When I'm far too tired to fall asleep

To ten million fireflies
I'm weird 'cause I hate goodbyes
I got misty eyes as they said farewell

But I'll know where several are
If my dreams get real bizarre
'Cause I saved a few and I keep them in a jar

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
Because my dreams are bursting at the seams

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Quantos?

Quantos caminhos deve um homem percorrer
Antes que o chamem de Homem?
Quantos mares deve uma pomba branca navegar
Antes que possa repousar na praia?
Quantas vezes mais as balas de canhão voarão
Até que sejam banidas para sempre?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento...
A resposta está soprando no vento.

Quantos anos deve uma montanha existir
Até que desapareça no mar?
Quantos anos devem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas de serem livres?
Quantas vezes pode um homem virar a sua cabeça
E fingir que simplesmente não vê?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento...
A resposta está soprando no vento.

Quantas vezes deve um homem olhar para cima
Antes que possa ver o céu?
Quantos ouvidos deve um homem possuir
Até que possa ouvir o pranto do seu próximo?
Quantas mortes ainda serão necessárias
Até perceber que já morreram pessoas demais?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento...
A resposta está soprando no vento.

Bob Dylan - Blowing in the Wind

(porque hoje apetecia-me era refilar)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

As long as you...

Venha o frio congelante.
Venha a chuva desesperante.
Venha o sol abrasador.
Venha a dor da indiferença.
Venha o ardor da doença.
Venha o desconforto do abandono.
Venha a pressão do ter que fazer.
Venha a ilusão do poder.
Venha o euromilhões.
Venha a ansiedade de sentir.
Venha o desespero do pedir.
Venha a cegueira de querer.
Venha o fim do mundo.
Venha o que vier!

As long as you love me

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um doce 2010

Depois de já ter trocado por miúdos as primeiras horas de sono de 2010, quero desejar a todos um excelente ano de 2010. Se só me enchem de coisas boas, como posso não gostar de todos vocês? TODOS! Queiram receber TODOS um forte abraço ou um grande beijo ou os dois que amor e carinho nunca deve faltar!

Todo este texto tão docinho, ajudado pelo facto do meu best seller culinário ter sido acabadinho de fazer, levou-me a pensar que seria engraçadito revelar-vos o meu segredo de uma deliciosa mousse de chocolate e assim fazer um trocadilho giro de coisas boas para 2010 e uma coisa doce que podem fazer para começar bem o ano. Ou tentar... não sei...

Vamos à receita da MOUSSE DE CHOCOLATE

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Ingredientes:

250g chocolate
150g açúcar
125g margarina
6 ovos


Preparação:

Derrete-se o chocolate partido aos bocadinhos com a margarina em lume baixo e mexendo sempre para não agarrar. Deixa-se esfriar até praticamente à temperatura ambiente.

Separam-se as claras e as gemas, batendo em seguida as claras em castelo.

Numa tigela batem-se bem as gemas com o açúcar, até não se encontrarem grãos de açúcar a olho nu.

Verifica-se se a mistura de chocolate e margarina derretida já está fria e mistura-se às gemas e açúcar que acabamos de bater. Bate-se bem.

Juntam-se as claras e mistura-se tudo muito bem. Atenção que se baterem em vez de apenas misturarem, podem "deslaçar" as claras em castelo e fica tudo uma bela porcaria!

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É só isto. Mas todos aqueles que já provaram, gabam o raio da mousse...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Assador de castanhas, DIY

Material necessário:

- frigideira velha
- berbequim com broca 8
- água-pé

Agarram na frigideira e, com o auxílio do berbequim e a broca 8, façam furos a gosto, com o cuidado de não aproximar em demasia os buracos para que as castanhas não fiquem muito queimadas.



Podem também fazer com um velho tacho de alumínio, mas atenção, porque se o utilizarem directamente em cima das chamas, podem derretê-lo e abrir um buraco no fundo.

Antes desta frigideira usava um tacho... :)

Depois de tudo furado como em cima, assem as castanhas.



Pessoalmente prefiro assa-las apenas com brasa e não com chama e pouco tempo para que fiquem ainda meias cruas. Experimentem e vejam como lhes agrada mais...

Encham um copo (só um!) de água-pé e bom proveito.

NOTA - não posso ser responsabilizado por mães ensandecidas à procura de frigideiras desaparecidas, nos armários da cozinha. Leiam bem no material necessário: frigideira velha, inútil, que já não tem préstimo, lixo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Gripe A - teoria da conspiração?



Consigo facilmente não me sentir surpreso perante algumas das afirmações desta senhora, Dr. Rauni Kilde. Noutras acho que caiu no exagero da mesma propaganda que acusa a outros. Uns a favor, outros contra...

No entanto, globalizando a teoria da conspiração e alargando-a - exercício que também não me custa muito efectuar - ao link em cima, vemos um texto algo depreciativo sobre a Dr. Rauni Kilde. Recordo no entanto que a Wikipedia é feita por utilizadores comuns como todos nós e daí, terá a veracidade que terá. Tal como nos casos falados no vídeo, cada um terá que analisar per si e fazer o seu juízo de valor, em relação a tudo isto.

Acredito que o início da passagem de uma teoria da conspiração a uma realidade, ocorre quando as pessoas se transformam em meros absorvedores de comunicações e factos que lhes são dados a conhecer, nem sempre na e da forma correcta ou nas proporções reais.

No caso da gripe suína ou gripe A, senti e sinto e julgo ir continuar a sentir, um exagero pandemico generalizado muito desproporcionado que nos leva a comprar desinfectantes, tomar vacinas e ficarmos fechados em casa. Por medo? Por segurança? Por descargo de consciência? Porque... sim?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A história da Olimpus Pen - 50 anos em 3 minutos

Este vídeo é uma peça publicitária, para a qual a Olympus tirou mais de 60 mil fotos, imprimiu 9600 e tirou mais 1800 para fazer o filme que está em baixo e que, segundo a marca, não tem nada de pós-produção; é uma colagem pura e simples.



A primeira aparição da Pen ocorreu no longínquo ano de 1959, tendo a sua produção cessado em 1980. 50 anos depois, rejuvenesceu-se e tornou-se digital.

Será que vai conseguir manter a mesma "áurea"?

http://www.olympus.eu/penstory/

* num fotograma (do rolo), tira duas fotos, obviamente, metade do tamanho das "normais"

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eleições e protagonistas do «mundo português»

Apesar de estar longe do país (consequentemente não fui votar e não me orgulho nada disso), gostei do relato "em tempo real" que me fizeram dos resultados das mesmas.

Gostei de saber que alguns dos trafulhas da nossa praça política, apesar dos presentes e doutras "promessas vigárias" ao povo, ficaram por terra. Lamentei saber que outros ainda passaram como heróis em mais um acto eleitoral, vendendo que, apesar das dificuldades e das calúnias que lhes moveram, venceram com o povo a seu lado.




Não consigo perceber porque é que estas imagens teimam em aparecer aqui, "picadas" doutro blog... Completamente descabido... É um bug qualquer do blogger, só pode... Juro que as tentei apagar N vezes!

Acho que lentamente estamos a ir lá, a abrir os olhos e a deixar a manada de carneiros onde nos enfiaram durante anos a fio, com música para os ouvidos e mel para a boca. Estamos digo, nós, o povo da cepa torta. Infelizmente parece que a justiça e os governantes não querem acompanhar o pulsar do país.

Vamos, por exemplo, ver o que dá o caso "Face Oculta". Sendo que já há muito se falou (e viu!) de suspeitas sobre um determinado sujeito, suspeito neste caso, que, desde que entrou para a política activa, tem crescido de importância a olhos vistos e com ele o seu património. Ah, perdão, foi o património da família directa, o dele não coitado. Serão só calunias? Apenas suspeitas levantadas pelo povinho invejoso?

Cheira-me a que os tribunais o vão confirmar como tal, mas gostava muito de estar errado e dar-lhe um condomínio, pago por todos nós. Desde que tivesse quadradinhos de ferro na parte de fora das janelas, até o deixava escolher a localização; mais virado a sul, mais de fronte para o norte... Só para que a exposição solar fosse a gosto do locatário... tadinho!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Porque gosto!



E lembra-me bons e inocentes tempos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Se conduzir, esqueça que tem telemóvel, por favor!



É duro, muito duro, mas que se pode mais dizer ou mostrar a quem ainda teima em utilizar o telemóvel enquanto conduz?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

RIP Raúl

Diz-se tantas vezes, ao ver o crescimento rápido e vigoroso dos que eram ontem crianças, são eles que nos fazem ficar velhos. É um facto, se eles se tornam adolescentes ou adultos, os adolescentes têm que ficar adultos, os adultos tornam-se “pré-idosos” (engraçado como não há uma designação que abarque os adultos mais velhos ainda não idosos) e assim sucessivamente.

Mas e os velhos que vão falecendo? Não são também eles um sinal de que vamos passando pelos anos? De que os que ontem eram adultos, hoje são idosos e os “pré-idosos” de outros tempos, se tornam nos defuntos de hoje?

Gosto mais da primeira analogia, até talvez por esta ter uma perspectiva mais agradável desta história da passagem do tempo. Sim, porque se as crianças são o melhor que o mundo tem, e não duvido, é bom lembrá-las em muitos momentos da vida. Não sendo elas as culpadas, acabam por nos mostrar que o tempo acaba mesmo por passar.

Hoje foste tu, amanhã seremos nós!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Perpetuum Jazzile - Rains down in Africa

Get Flash to see this player.
Carreguem no play, depois no pause e deixem carregar um pouco, para ouvirem sem interrupções...

Vale muito a pena!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Inversão de valores

Já muito ouvi falar, li, ouvi, sobre a inversão de valores. Passou-me um pouco ao lado, confesso. Concordei, claro, mas pouco me importou naquela altura, o impacto que isso estava a ter. Agora também pouco me importa, enquanto indivíduo singular, mas começa-me a preocupar um pouco mais, enquanto membro de uma sociedade.

Devido às recentes eleições para o meu Sport Lisboa e Benfica, vulgo SLB, dei por mim a seguir mais ou menos atentamente, o desenrolar de todo o não pacífico e pouco claro processo. Parece que já é hábito ser assim, qualquer processo democraticamente acessível, em Portugal... Durante esse processo, no meio de tantas outras leituras, leio qualquer coisa relacionada com uma agência de comunicação e imagem que estava a acessorar a campanha do Luís Filipe Vieira (FLV).

Não me preocupa que possam pensar que sou fundamentalista ou tão pouco que não tenho qualquer razão, mas, se estas pessoas precisam de alguém para lhes fazer um perfil favorável, não serão uns charlatães do pior? As pessoas fazem-se pelo que são, não pelo que dizem que são ou pelo que alguém diz delas... Eu penso assim!

Generalizando isto a quase todos os sectores (já ouvi boatos de campanhas deste tipo, dentro de grandes empresas, para concorrer a determinados cargos de gestão), não estaremos nós a “votar” em gente inadequada? Naqueles que vendem melhor a banha da cobra? Não seria desejável o oposto? Escolher quem melhores valores e condições tem para determinada tarefa?

Não, não sou diferente ou melhor que ninguém (há quem fique com esta ideia ao ler estas linhas que por aqui vou escrevendo) e acabo por ir na mesma onda; ouvir e aceitar sempre foi e será mais fácil que pensar, escolher e acertar. Se todos acabarmos por escolher o mesmo, por facilidade, por comodidade, o "menos mau" torna-se "o certo". Se ninguém falhar, se ninguém (sobre)sair das massas, não há chatices, confronto (de ideias e valores), stress... E quem não quer uma vida sossegada, sem sobressaltos?

Na hora de escolher, sempre que me dão essa oportunidade, tento no entanto lembrar-me sempre disto. Como qualquer um de nós quando arrisca uma alternativa, uma escolha, falho algumas vezes, acerto outras e fico indeciso na maior parte delas.

Estas campanhas, só ajudam à confusão... Será isso que pretendem ou será esclarecer?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ruralidades

É parar-se na rua para cumprimentar quem não se conhece e passar uma tarde inteira à conversa, versando sobre assuntos que nunca imaginamos conseguir alimentar uma conversa, durante tanto tempo, com tanto interesse.

É lançar-se algo à terra só porque sim, para não se perder tudo e seja o que Deus quiser, logo se vê o que dá e, meses depois, sem ter tido qualquer atenção ou trabalho, recolher, recolher, recolher, conseguir com isso jantar e ainda sobrar para mais refeições.

É conseguir sentir o sabor bom das coisas da terra, da diferença das coisas de lá e de cá, dos supermercados, plásticas e adulteradas, apenas pelo lucro de alguém.

É subir um caminho íngreme e sentir o vento fresco e limpo, em pleno verão, sem escapes, sem stress, tendo todo o tempo para o saborear e, saber que no dia seguinte assim será novamente. E depois e no outro novamente, ciclicamente, sem parar, numa perfeição que assusta e conforta.

É mergulhar as mãos em concha a um riacho e poder beber sofregamente, sem o medo de nada, com a certeza de que mais puro não há, sem ter que, em troca de matar a essencial sede, dar uns euros.

É deitar na serra, numa noite escura e observar, apenas acompanhado pela brisa e cantar dos grilos, o céu estrelado, os planetas, ver estrelas cadentes e pedir desejos com a fé inabalável de que se vão realizar e ter a via láctea como testemunha única.

É ver o crescimento das árvores, vê-las ultrapassar o plantador, vê-las fortalecerem-se ano após ano e retribuírem assim o carinho e atenção que lhes damos, como o bem mais precioso que existe, sem olhar a medidas: deste-me pouco, dar-te-ei muito!

É ouvir dos antigos ensinamentos perdidos que nunca chegarão às cidades, que apenas persistiram nos vales e socalcos que vemos e que aprendemos a amar, pelas histórias, pelo esforço, pela admiração de sermos filhos de uma terra árdua, dura e inóspita, mas que sempre soube recompensar a dedicação e o esforço dos nossos antepassados e, agora, nosso.

É ter saudades do folclore e dos bailaricos, independentemente de os conseguir apreciar ou dançar convenientemente, pela tradição, pela partilha, pela saudade do calor das gentes do campo, do seu cheiro, de as sentir nos braços enquanto se dança.

É vir embora de tudo isto e sentir um aperto enorme, uma vontade inabalável de ficar, de ser, ali, só ali, um dia, todos os dias. Aquilo que ouvimos, vemos, aprendemos e sentimos, deixar ficar para quem virá e, como nós fizemos, aprendam a amar aquele cantinho, por tudo, por ele apenas e pelo que nos dá despretensiosamente.

É chegar à cidade e estar preocupado se chove ou não, porque se adubou as árvores e uma chuvinha vinha mesmo a calhar, apesar de provavelmente chegar encharcado ao trabalho ou ir agravar as infiltrações que teimam em vencer o betão e tijolo lá do prédio.

É muito mais, sentir-se muito mais do que isto mas por simplicidade, por incapacidade, por rudeza, por defeito, não se conseguir palavras bonitas nem frases elaboradas para o fazer: passem por lá, apaixonem-se e sintam!