Quem é da malta, está bem!
Bem poderia ser o lema deste agrupamento de pessoas que se aglomeram num território, com larga e privilegiada costa marítima, no sudoeste da Europa. Conjunto de pessoas esse que sempre coabitou com o estranho hábito de se enganar mutuamente, com o benefício apenas de alguns, poucos e prejuízo de alguns, muitos. E, nesse jogo de ter e tirar, há os que conseguem subverter as regras do jogo e de culpados passar a exemplos, de bandidos a mártires adorados! Saem à rua e são adorados por bandos de pessoas histéricas e irracionais que ambicionam serem da sua laia, do seu grupo, da sua quadrilha de impunes exemplares e ou de como "se sobe na vida a pulso, com trabalho e dedicação".
Trabalho, sim, dedicação, sem dúvida, mas com muita corrupção; ressalvo, básica e fundamentalmente corrupção! Só assim compreendo que nem os tribunais lhes deitem a mão e que continuem num paredeiro que todos sabem, habitando as mansões que construíram com o que nunca foi deles, na vida imaculada que demonstram nas revistas do social, com páginas repletas de semelhantes igualmente exemplares e imaculados que todos ambicionam, invejam e querem, um dia, ser.
No final da leitura, arrancamos as páginas, forramos o caixote do lixo com elas, deitamos os restos de comer lá dentro e despejamos tudo no contentor. Lá se foi o exemplo! A vida continuará como sempre, amanhã uma nova impressão, um novo caixote, um novo forro, mas os personagens de sempre. Que desinteressante...
terça-feira, 31 de março de 2009
No país do Felgueira Torres Valentim da Costa Azevedo
terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Como reproduzir ficheiros FLV, localmente
O pulular de programas que, por alguma razão no tempo, instalamos porque precisamos para executar uma tarefa, irrita-me. Gosto que os programas que tenho, consigam abranger a maior parte das minhas acções com um computador. Por isso ando sempre à procura de aplicações versáteis.
Por isso mesmo, para ver FLV localmente, o formato popularizado pelo Youtube (significa Flash vídeo) e que democratizou o uso de vídeo na Internet, para os visualizar localmente tinha que ter um programa à parte, específico e apenas para aquilo, fazer outros malabarismos que não interessam relatar ou instalar o VLC (Vídeo Lan Client) e, com sorte, conseguir reproduzir algumas versões deste tipo de ficheiro. Que eu saiba existem as versões 1, 2 e 3, mudando com os players de flash que vão sendo lançados pela Adobe.
Como não gosto de monopólios, muito menos os que nos são impingidos (mérito para monopólios como o Google, induzidos, não impingidos!), a primeira opção foi instalar o VLC, como já disse, e remover o Windows Media Player (WMP)... No entanto o VLC também não lidava muito bem com eles; alguns reproduziam, outros não.
Outro problema é que também não aprecio muito instalar e desinstalar programas. Tenho sempre a paranóica sensação de que ficam entradas perdidas e inúteis no registry e ficheiros fantasma no file system a conspurcar as minhas instalações do Windows e a causar a indesejada lentidão que, adivinharam, também me preocupa, abomino e se puder evitar, supimpa.
Assim, imaginem a raridade, irritava-me o WMP não conseguir ver reproduzir os tão populares ficheiros FLV. Parece que alguém se irritou mais cedo, com este facto e criou as ferramentas necessárias para que o WMP passasse a permitir ver os FLV.
Segue um tutorial (para VLC e WMP)...
Instalar o FFDShow
Podem descarregar daqui.
Tenham atenção à configuração do programa e seleccionem a parte Decode the following video formats with ffdshow, seleccionem os formatos FLV1 e VP5/VP6.
Podem seleccionar mais formatos, mas se já os conseguem reproduzir, penso que não vale a pena alterarem esse procedimento.
Não receiem se passaram este passo (eu fi-lo), porque mais tarde podem sempre reconfigurar esta aplicação.
Existem mais umas opções, durante o processo de instalação, que penso serem fáceis de compreender...
Após instalação do FFDShow
Acedam a ffdshow video decoder configuration e na listagem de ficheiros suportados, escolham o FLV1 e, na coluna em que se vê o decoder que irá manipular este tipo de ficheiros, escolham libavcodec (desconheço o que significa).
Depois, acedam a ffdshow video encoder configuration e, mais uma vez naveguem até ao FLV1 e, tal como anteriormente, seleccionem o libavcodec, tal como o formato VP6F.
Para finalizar
Para quem usa o WMP, é ainda necessário descarregar o Gabest Flash Video Splitter para Windows XP/2000/2003, instalá-lo – duplo clique sobre o ficheiro descarregado – e pronto. Para versões mais antigas do Windows, descarreguem daqui
No final de tudo isto, já devem conseguir ver um FLV no WMP.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Todo-poderoso, só O que habita lá em cima
O nosso problema, não é (apenas) económico. O nosso problema, não é (só) estrutural. O nosso problema é (também) sociológico, de herança de atitude, de fraca participação cívica.
Não podemos esperar que tudo mude ou melhore com meras conversetas inconsequentes que temos no café, nas (muitas) pausas que fazemos no trabalho ou em vãos de escada. Todas elas com o mesmo assunto, objectivo, direcção: relatar interminavelmente o que nos apoquenta e que apontamos como inaceitável e origem de todos os males, nosso em primeiro, dos outros, de seguida, porque não queremos passar por invejosos na partilha da desgraça.
O dar à língua dominante no país, visto está, que não resolve nada! Não dá de comer a quem tem fome ou resolve os problemas de quem os tem (ou melhor, quem os não tem?). Contribui apenas para o avolumar da insatisfação reinante e do sentimento de nada poder fazer para mudar o que quer que seja, desde a simples pedra que apareceu na nossa entrada e que como não fomos nós que a ali deixamos, também não a iremos tirar de lá; quem quiser que a tire, até ao patamar de querer correr com o governo, esses corruptos, bandidos do pior; a culpa está em quem votou neles.
Gostamos todos que as coisas apareçam feitas e, se possível, possamos todos beneficiar com o trabalho que alguém teve e que nós, dizemos depois, sempre apoiamos desde o início. Se correr mal, diremos, eu sempre disse que ia ser assim, iam fazer e acontecer e o belzebu a quatro. É de facto mais confortável. Temos sempre a porta dos fundos, a desculpa, a mudança de discurso como alternativa para ficarmos do lado dos vencedores.
Sem dúvida que é mais fácil omitir do que discordar. O consenso gerado e as simpatias, muitas vezes promotoras, que angariamos, podem facilmente fazer mais por nós do que as nossas ideias ou valores contraditórios que, não querendo impingir a ninguém – via o pensamento livre – , gostamos de partilhar. A partilha pode ser confundida com impertinência ou imposição ou intromissão, mesmo desrespeito, e daí às consequências negativas, é um passito de bebé cambaleante que cai a cada dois que dá.
Uma coisa é certa: pensar e partilhar, conversando, escrevendo, etc. é saudável. Aprender, perceber, ver e voltar a pensar, reformulado ou não, é importante.
As argumentações todas, dos maus governos, dos políticos tiranos, dos patrões, da organização da sociedade, das pressões, dos ricos opressores, etc. Que tudo isto, não o dizia eu só, mas que era o sentimento geral. Todos se queixam do mesmo. Etc. Etc. Tudo isto, dizia, foi facilmente desmontado por alguém mais velho, quiçá (obviamente!) mais sábio que simplesmente me disse:
Sabes Pedro, obviamente que para mim e para ti isso é verdade. Os nossos valores são de facto diferentes dos que actualmente imperam. Mas vivemos numa democracia, aliás a democracia impera no mundo e se isso assim é, esta situação actual em que estamos, é a escolha da maioria. Se nós achamos isto tudo errado mas a maioria pensa que assim é que está bem e mostra isso com o seu voto, com a sua inoperância cívica, se calhar somos nós que estamos mal e somos nós que temos que repensar a nossa atitude futura e não "eles".
Ainda tentei argumentar. Do outro lado sempre um sorriso benevolente, um olhar que me admirava, pela irreverência e vontade, mas que me respondia num silêncio conformado; sabes, também já fui e pensei assim...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
«'tou aqui com uma dama chucha»
Depreendi que o significado fosse algo semelhante a estou aqui com uma gaja boa ou só simplesmente com uma miúda gira, mas será? Não tive coragem de indagar directamente junto de quem proferiu isto, por vergonha, por desconforto, por...
Acho que o "conflito de gerações" está a começar a atingir-me!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Xoné
Acho que estou a pifar! Sabem, aquela sensação de estar em todo o lado e não estar em lado nenhum? De querer fazer tudo, rápido, bem, perfeito e não ter paciência ou persistência para o fazer, para o grande final? De ter que fazer isto, aquilo e mais qualquer coisa e ver que o dia tem apenas 24 horas?
Está-me a fazer falta um momento em grande, livre, fora, de fora, lá fora!
Glossário
Xoné - expressão muito usada pelo meu avô paterno. Tão utilizada que acabou ele próprio por ficar "O Xoné". Residia em Trás-os-Montes. Longe.
Pifar - ir apurar o verdadeiro valor de π (PI) far far away from here. Longe.
Momento em grande - sair daqui para fora. P'ra longe!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Em dia de escrita, imagens para mostrar
Hoje apetece-me escrever... O pior é que tirando coisas sem grande interesse, não me ocorre nada. Já sabem, os que por aqui vão passando, que não gosto de falar de mim, da rotina, do tempo que vai fazendo... Gosto de conteúdo, de coisas palpáveis que possam ser úteis ou interessantes para outros. As banalidades triviais dificilmente o serão.
Não digo que não acabo por falar dos meus gostos: é inevitável. Fotografia principalmente, uma das grandes paixões e um motivo de interesses a partilhar quase infindáveis. Não preciso de ser um grande fotografo de renome, dono de uma vasta obra de qualidade indubitável; um mero amador terá muito que partilhar ou ensinar, por sua experiência, gosto ou...
Assim, vou ter que vos brindar com um semi DIY...
Há uns tempos, deixei cair a minha máquina de cortar cabelo. Como a sorte protege os audazes, caiu mesmo com a parte das lâminas no chão, tendo como resultado um enorme desalinhamento nas cabeças de corte e, consequência segunda, uma perca total da capacidade em fazer aquilo para que foi projectada e pela qual eu a comprei: cortar cabelo.
Ainda escarafunchei, desmontei, endireitei, mas não a consegui colocar novamente com o funcionamento inicial e desejado. Cortava é certo, mas também arrancava, o que além de ser doloroso, poderia contribuir negativamente para a saúde do couro cabeludo de quem a utilizasse.
A palavra é dura, mas a desistência tem que fazer sempre dos nossos planos, não numa derrota, mas num adiamento ou consciência das limitações que temos.
Ficaram algumas fotos e umas breves e grosseiras explicações (pode ser que vos ajudem)...
Depois da máquina aberta (basta desapertar os parafusos), este é o aspecto que tem. Não desmontei nada, saiu tudo com a abertura.
O mecanismo de funcionamento é o mais simples que pode existir: uma haste de metal (com a lâmina móvel numa das extremidades), duas molas e um electro-íman. O electro-íman funciona intermitentemente, atraindo a haste de metal para um dos lados e comprimindo uma das molas que, na interrupção da atracção exercida, obriga a haste a voltar à posição inicial. Cria-se assim o movimento das lâminas...
A extremidade onde encaixa a lâmina móvel. Aqui cheia de cola, porque se partiu, na queda da máquina.
Uma das duas molas...
A mola (em cima) é depois comprimida para um "parafuso" plástico que regula a intensidade ou curso da lâmina móvel.
No fim, foi o que ficou...
Não a consegui reparar, mas fiquei a saber, mais ou menos, como é que isto funciona. Coisa mais simples é quase impossível!
P.S. - sim, tive que comprar outra máquina :)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
O tempo, passa
Fugimos parados, juntos, os dois, eu aqui e tu aí,
Num sítio nosso, familiar, sem saber reconhecer,
Aquele prazer de estarmos juntos, de novo, eu aqui, tu pr’aí...
Crê: custa-me já falar. Custa-me muito mais escrever.
Custa-me tanto querer-te, tão fortemente, já sem te querer!
Renego-te e desejo-te sempre aqui, encostada a mim,
Por mim e em mim. Sentir o teu calor e tremer,
Derreter, sonhar que seja a realidade assim, sempre assim,
Como sonhado, como ansiado, como eu a vi, vivi,
E eu, senti.
O desejo forte do reencontro, sempre, persegue-nos e alimenta,
A nossa alma, o nosso ser, a nossa vontade,
Mesmo antes de nos separamos, de novo e outra vez,
Devagar, lentamente, que reduzir a nada o que se fez,
É desumano e triste, como o mundo que nos sustenta.
Não, recuso afirmar que a distância em nós, não é verdade,
Assim me obriga o teu calor, de teu passou a meu e me acalenta,
De mim para ti, de nós para todos, de forma pura, isenta,
Mostrar aquilo que somos e temos, nosso, com vaidade,
Eu, de ti.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Arre, 'quecimento global
Nunca pensei.
Dizia sempre que o Inverno ou Verão me era completamente indiferente, que a chuva e o frio eram necessários e essas balelas, mas dou por mim, hoje em dia, a pensar no Verão, na praia, no calor do sol abrasador, quando o frio mais aperta.
Desconfio dos sábios que nos falam do aquecimento global. Tenho razões, acho eu. Façam uma retrospectiva pelos anos mais recentes e digam-me o último Verão que tivemos com 40 graus, como acontecia quando era criança. Eu digo-vos: 2005. Daí em diante temos tido Verões amenos, agradáveis, igualmente calorosos mas nada mais. O abrasador que se sentia sempre e que contribuía para o alastrar interminável de fogos florestais, desapareceu. Bom para os governos que se vangloriam do sucesso dos seus planos de prevenção e investimento na área de combate aos mesmos. Que tolos...
Pelo contrário os Invernos têm sido cada vez mais rigorosos, com frio, muito frio, fazendo até nevar em Lisboa. Coisa que em 25 anos de vida, nunca tinha visto acontecer. Perdemos a chuva ininterrupta, como era sistema, dias a fio, semanas sem fim, mas frio, julgo, temos muito mais. Talvez daí a minha afeição cada vez maior ao Verão; mais ameno, contrapondo com uns Invernos mais rigorosos e cinzentos. Difíceis de superar.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Às compras, com mulheres, em centros comerciais?
É daquelas secas, heim? Ver as lojas todas e mais algumas (as que estão por vir, também e as que já fecharam), observar o conteúdo das mesmas "à lupa", revolver trapos e bugigangas à procura não sabemos bem do quê... Interessante não é?
Felizmente já alguém, homem por certo, pensou neste ponto e colocou umas poltronas, aqui e acoli, espalhadas ao acaso, quiçá. Não é pouco usual ouvir-se um "Vai, vai que eu fico aqui!", seguido de uma flexão de pernas e um apoiar do vocês sabem o quê, nessas poltronas.
Confesso (esperarei, obviamente, pelas represálias femininas com a coragem e bravura de um Afonso Henriques) que esta ideia foi das melhores que alguém já conseguiu ter! Não, não, não estou a dizer que é uma seca ir às compras com mulheres (literalmente não!), não, não, longe de mim. As generalizações são sempre perigosas, também por isto mesmo e não só...
Mas ficar para ali abandonado, perdido e sem grande coisa para fazer, também não é das melhores maneiras de passar o tempo. Poderia escrever em letras pequeninas e de cor branca, para que se visse melhor, que sempre vejo o mulherio saudável a desfilar diante de mim, digo, da poltrona e como eu estou sentado nela... Limitações do ser humano, o ter que obrigatoriamente olhar para o que se lhe atravessa à frente... Mas eu não sou assim. Aguento firme e com o olhar na imensidão vaga e inexpressiva dos corredores cheio de... epá, afinal estão vazios, queres lá ver!?!
Recentemente, maravilha das tecnologias, descobri que os telemóveis também podem ter wireless. Imaginem só. Descobrir as redes disponíveis e desprotegidas para navegar à borla! Muito melhor, digo eu que sou mentiroso, do que ser obrigado a olhar para gajas bo... aaaahhhhhhhhhh... os corredores vazios. Acreditem que é impressionante as redes que se encontram assim disponíveis e acessíveis a todos!
Por isso, caros comparsas que levam secas nos centros comerciais: se tiverem um dispositivo com funcionalidades wireless, telemóvel, computador portátil, torradeira, levem-no com vocês, pois assim divertem-se muito mais (NOT) a descobrir e a tentar utilizar as redes disponíveis. Ver ga..... corredores vazios é uma seca!
Ah e tenham atenção:
A foto é desapropriada à quadra que estamos a viver? Êh, este texto também não foi dos melhores e no entanto... :)
Votos de um Feliz Natal!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Fotografia digital vs analógica
Confesso que só comecei a sentir o prazer da fotografia com a compra da Canon G2, lá por volta de 2001. Custou-me, comparem com os preços de hoje, 1034€! Mas justiça seja feita: nestes anos todos, apenas teve uma avaria que foi reparada e continua a tirar fotos impecáveis. Passou a G2 para segundo plano, com a chegada da Canon 350D. Mais capacidade para experimentar novas coisas, entre elas o digiscoping. O percurso lógico seria continuar fiel ao digital por tudo: facilidade, comodidade, preço, qualidade (crescente), facilidade de edição e (re)composição, etc, etc.
Certo, certo é que acabei por mandar reparar a Yashica que com os anos e o pouco uso, se ressentiu: acabou por deixar de se consewguir perceber quando é que os motivos estavam focados. Um misto de nostalgia, dos velhos tempos em que todos os retratos cá de casa saíam desta máquina, um pouco por "descargo de consciência" ou pela vontade induzida de voltar ao analógico...
Veio, tão limpinha e reluzente que não a reconhecia. Voltou porque não estava a 100%. Regressou com a desculpa de já ser velha, desgastada, com algumas folgas irrecuperáveis e não dar muito mais margem para reparação e ou afinação.
Fui queimar um rolo para experimentar...
Acabei por dar razão a quem me dizia que o analógico tem uma aura que o digital não tem. O encanto da fotografia, que a pré-visualização imediata do digital tirava, estava no analógico. O suspense de ver o resultado final. As técnicas bem mais importantes para se conseguir uma boa foto; os enquadramentos, as profundidades de campo, as velocidades de obturação. O sentir do peso e importância sombra / luz, contraste, nitidez. Por aí...
É sempre difícil explicar os sentimentos e este não é a excepção mas a regra!
Claro que não me posso esquecer que muito do que possa saber hoje de fotografia, foi conseguido graças à facilidade e acessibilidade do digital. Nunca me lembro de ter dado importância a pormenores que hoje o sei e assumo serem, porque os experimentei, ano após ano, foto após foto, na G2 e na 350D posteriormente. Pesquisar técnicas e opiniões, experimentar o que lia e ouvia, comparar resultados, formar opiniões e solidificar gostos.
Tudo isto permite-me hoje saborear o analógico muito mais intensamente.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
20 minutinhos apenas
Para mostrar que não gosto assim tanto de americanos.
Ergo as minhas mãos porque vejo mudanças no seio da sociedade bronca e desleal que construíram e impingiram ao resto do mundo, como ideal.
Vale a pena ver, digo eu...
http://www.storyofstuff.com/
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A Manela e a ditadura
Por cá preocupamo-nos com o que uma líder da oposição diz num seu discurso. Mas não com a afirmação no contexto em que ela a quis dizer. Isolamos, dissecamos, esmiuçamos e só depois interpretamos. Fora do contexto, livremente e do modo que nos favoreça mais, óbvio. Depois, claro, fazemos disto um caso nacional e durante uns tempos, não se fala ou vê outra coisa. Típico...
Nem está em causa se a Sra. tem ou não razão, só apenas que o disse e, valha-me Deus, não podemos dizer nada que "ofenda" os meninos da Democracia!
Os americanos têm "outra pinta", nalgumas coisas. Nem gosto muito deles. Confesso que os acho uns broncos, convencidos de que são os donos do mundo e mais alguma adjectivação por aí. Mas tenho que admitir que têm outra cultura e outra vivência da cidadania que nós ainda não alcançámos. Talvez lá cheguemos.
Sobre as eleições lá no país deles
O "requinte" com que sabem criticar deixa aqui os nossos meninos da Democracia roídos de inveja e a olhar para cima, aparvalhados, para o vêem e ouvem de lá.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Os três patinhos: um feio, outro bonito e outro que não sei qualificar
Não sei porquê e acordo de manhã com esta dos três patinhos: um feio, outro bonito e outro que não sei qualificar, na cabeça. Está a ficar preocupante! Não sei se será da falta de luz do sol, sol só, e de tempo para a aproveitar se é mesmo a falta de outra coisa qualquer que não quantifico no meu actual juízo.
Saio, como sempre, glorioso em cima da minha Vespa, mais um dia pela frente a porra dos patos, já os ouço e tudo, continuam comigo, rasando os carros na ponte, apitando ao taxista que se julga dono da estrada e da vontade dos outros e, acho, repararam também no decote pronunciado da miúda gira que guia o seu BM de vidros fechados, presumo, com o AC ligado para nos proporcionar tanto esplendor logo pela manhã, sem presságio do frio que sinto cá fora. Tenho que me livrar disto, penso, mas como?
Nada como trabalhar, receber telefonemas, fingir-me de muito ocupado. Sim, sou só ocupado. Por momentos ou umas horas, não o sei bem, perco os patos. Bolas, a memória dos patos da Gulbenkian e das alusões que lhes fazemos tantas vezes, está a produzir os seus efeitos. Dizias-me que no horóscopo de hoje estava um dia calmo para os nativos do meu signo. E que o sonho que tive, sem patos (de onde raio terão vindo?), prenunciava sorte e reconhecimento, quiçá roçando a riqueza monetária que não ambiciono. Tudo num só dia? Já estou cansado. Eis que voltam os patos!
Dou por mim numa reunião, teria já almoçado e, pelo peso que sentia no baixo-ventre, teria sido bom. Recordo-me agora dos cogumelos com arroz e posta que enfardei alarvemente, do meu tupperware requentado no micro-ondas da empresa. Corrijo, no micro-ondas que nós compramos e que a empresa amavelmente nos deixa alojar nas suas instalações; obrigado patrãozinho (ou será patrõezinhos?), sempre poupamos uns patacos aqui que nos dás ao fim do mês.
Mas dizia, dou por mim numa reunião. Momento mais conceptual do que produtivo e acabo por me afastar inevitavelmente do assunto aborrecido e sem interesse, naquele momento. Talvez de imaginar que quando dali sair me espera o céu negro e uma cidade atarefada a regressar a casa ou dos bocejos que imito envergonhadamente, pelo cansaço de um fim-de-semana curto para tudo o que se quer fazer. Sei lá, que escolham a causa ou as duas! Os patos, neste sabe não sabe, velhacos, voltaram. Bolas! Bocejo é de tédio que à laia de tanto ter que pensar, só me ocorrem aves que grasnam. Nem contam, sempre me poderiam alegrar os longos momentos entediantes em que se me grudam aos pensamentos. Grasnam apenas. Não me alegram muito, por isso.
Livro-me enfim dos patos. Não sei como o fiz. Sei, agora, que até aqui os tinha esquecido algures no meu dia-a-dia. Cruzei-me com pessoas que olhavam para mim, perdidas no escuro que as envolvia, nos envolvia, apenas cortado pelos faróis dos automóveis e das luzes tricolores dos semáforos, ora passamos nós, os de quatro rodas, oram passam vocês os bípedes.
Gosto de pensar no que ocorre às pessoas ao caminharem, para mim, sem sentido, para elas por certo com destino, um meio e um final de caminho. E nos mais variados destinos. É um assunto recorrente, mas sempre me ocorre. E sempre acompanhado com o ditado, quem vê caras, não vê corações. Estenderia a vidas, preocupações, assuntos, desgraças, desencontros... sei lá. Passam por nós e partilhamos a breve existência de uma brisa que se cruza e trocamos, sem saber. De um desejo ingénuo que por vezes nos surge, de conhecer com quem nos cruzamos e sabermos o que o/a apoquenta ou o faz feliz. Mas há sempre algo que nos empurra e obriga a continuar, ignorando o desejo e o outro que passou por nós, sem sabermos sequer se pensa ou caminha vazio e tranquilo com a sua existência solitária. Acontece-me muito.
Olha, esqueci os patos todos. O feio, o belo e o outro que não sabia qualificar e continuo sem saber fazê-lo. Se um é feio e o outro é belo, são apostos. Lógica teria que, para não proporcionar tamanho decalage (gosto muito deste “palavrão”), o outro ficasse no meio e assim, fosse, nem feio nem bonito. Seria... assim-assim... Mas porque é que não pode ser bonito? E assim ficariam dois bonitos e um feio. Aumentaria o fosse... Temos sempre a mania de qualificar estaticamente as coisas. Estanque. E feio? Dois feios e um bonito?
É um bocado indiferente o que me parecem os patos. As pessoas também. Mas teimo sempre em tipificar as coisas. Todas têm que estar nos mesmos estanques subjectivos de qualificação que imponho. Eu é que! Eu é que sou!
De repente apanho um estaladão. Forte, diria viril, não fosse saber bem de onde não vem. Fico atarantado, sem saber se levei na face esquerda, na direita ou sequer se isso é importante saber. Desperto do torpor intelectual que estava com estas divagações. Perdi tudo. Insisto em perder, mesmo quando consigo amealhar alguma coisa. E, no meio desta dor, física, psicológica, sentida e infligida, ouço dizerem: estúpido, porque é que não olhas para mim? À minha frente ninguém... Olho ao redor... E estou sozinho!
De mim para mim mesmo, pergunto-me de onde raio saíram eles, os patos, logo de manhã? Onde me abandonaram eles, agora, com a mesma facilidade que se apoderaram de mim, pela manhã? Afinal, tenho uma mão marcada na face. Vermelha, vermelha.
Alguém foi!
sábado, 1 de novembro de 2008
Superego (o meu)
É estranho como já passaram oito anos.
Lembro-me tão bem...
Lembro-me que estava a chover. Esteve sempre a chover. Como se não só nós os mortais, como tu, te estivéssemos a dizer o Adeus, mas toda a terra. Pelo menos aquela que sorriu quando te viu pela primeira vez e que chorou, como eu, como nós, quando soube que nunca mais te veria.
Fazes-me falta, sabes? É quase um lugar comum, uma frase banal, um gesto que fica bem ser feito, mas é sentido. Sabes que é sentido. Faz-me falta ver-te, ouvir-te e saber que era amado tão incondicionalmente como sei que nunca mais o serei. Não, não me importo que assim seja. Importo-me sim que cá não estejas. Junto a mim, junto a nós. Mesmo que esse amor não fosse o mesmo e tivesse já esmorecido, queria-te aqui. Lá. Mesmo longe, tu de mim e eu de ti, sentia-me reconfortado, apoiado, querido, desejado. E tanto mais. Sim, eu sei que nunca esmoreceria, esse amor, mas custa-me menos pensar assim. Acho.
É duro sobreviver a, e viver coisas que sei que irias adorar partilhar comigo. Custa-me, saber que te encherias de orgulho. Muito mais que eu. E que não estejas cá para as passares comigo. Para tas contar. Explicar o que senti. E perceberes-me. Saberes do que estava a falar, eu de peito cheio, tu de alma serena, com a sensação, eu, de que era o primeiro ser humano a quem aquilo acontecia e, tu, sorrires. Benevolente. Afinal já tinhas passado por aquilo e muito mais, compreenderias bem o que te diria. Mas nunca me estragarias o momento glorioso e só meu. Sem rancor, nem desdém, nem mágoa por estar longe e ter tido a pertinência de o passar, só eu, longe, deixarias-me brilhar. E alegrar-te-ias com isso.
Lembro-me de sentir o vazio de estar na casa que tinha sido tua e ver os espaços vazios que tinhas deixado. Os significados que as coisas deixaram de ter, o sentido que os recantos escondiam e perderam, os destinos que os caminhos, sem ti, perderam. Custou tanto, sabes? Custou tanto imaginar-te ali, tantos e tantos anos, palmilhar contigo os caminhos e aprender os segredos, os ninhos, os pássaros, os nomes das ervas que destruía com a fúria de criança, por serem daninhas. Tudo tinha sentido. Se existia, é porque fazia falta. Então porque te foste? Fazes-me falta a mim!
Vê na pessoa que me tornei. Sentes orgulho? Gostava muito de o saber. Gostava ainda mais que sim. Olha para tudo o que eu já passei. Quando te foste era ainda um jovem cheio de sonhos e ideais, de ideologias puras e vontade de mudar o mundo. Agora sou um recém adulto, já com algumas mágoas e outros tantos dissabores, com menos ideais e mais conformismos e alguns radicalismos. Tenho já uma mão cheia de momentos maravilhosos, outra mão de outros dolorosos como nunca pensei passar, mas assim nos fazemos. Acho eu. É assim, não é?
Quem diria que já passaram oito anos. Oito! Como me lembro bem de tudo, tão bem, tão clara e nitidamente. Dos silêncios. Foi o que me custou mais, os silêncios. A ausência. O vazio. Como me enchias a alma, como me sabias e preenchias. E de repente, tudo desapareceu. Ficou só, o nada!
Fez hoje oito anos que a mesma terra que te gerou, te levou. Que desapareceste no escuro de um caixão, abandonado debaixo das pás de terra que te deitavam por cima. Tudo isso não foi suficiente para te levarem de mim. Nem naquele dia, nem nunca! Sempre senti por ti a mesma admiração de criança que nada compreende, mas tudo ama e tudo admira como facto incompreensível, mas fascinante. Fascinavas-me, sim. O teu espírito, o teu amor, a tua sintonia com a natureza. Paz. Diria, paz com a vida. Mas não te foste em paz, senti isso. Talvez por quereres ficar junto a mim? Talvez por não quereres abandonar tudo aquilo que amavas e te sentias amado. Lamento. Muito. Profundamente. Eu gostaria que ainda cá estivesses. Se chega...
Por tudo aquilo que sempre esperaste de mim, que sonhaste para mim, acompanha-me. Olha por mim. Sei que não sou o melhor dos seres, mas sou o teu neto, o único, sou assim e sei que me amavas quando cá estavas, ama-me agora também. Eu preciso. Tem orgulho em mim, está bem? Eu preciso que tenhas.
Já passaram oito anos mas eu continuo no mesmo dia chuvoso, triste e pesado. Não quero acreditar que já não estás comigo. Não quero mesmo! Não posso. Não consigo. Tenho tanto que te contar...
Olha por mim. Olha para mim.
Eu conto-te tudo, depois. Um dia.
Vais ver que não me esquecerei de nada!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
NOTA
Detesto este horário de Inverno!
Não sei porque é que se insiste em "obrigar" a esta hora, porque é a todos os níveis, deprimente.
domingo, 12 de outubro de 2008
Pôr-do-sol
É um motivo banal, em termos meramente fotográficos.
Normalmente nem é preciso pensar muito ou tentar enquadramentos difíceis ou avançados, para se conseguir uma boa foto. Tecnicamente, digamos, é um motivo (bastante) pobre, fácil de se conseguir e, por isso mesmo, com bons resultados finais possíveis, mesmo para quem "olha e dispara", sem perder tempo a perceber, a sentir e a envolver-se no tema fotografado, (nunca pensei a vir a dizer isto) habituado ao facilitismo das máquinas digitais e da pré-visualização imediata.
Mas é um motivo que continua a exercer um fascínio completo e poderoso sobre a mente humana, inspirada por tal maravilhosa visão, seja ao vivo, seja em imagens reproduzidas, analógicas, digitais, impressas ou não. Sem saber o porquê, sem perceber o como.
E o que é facto é que têm estado uns pores de sol maravilhosamente fantásticos, neste início de Outono, em que teima não chover (muito). Hoje será talvez a primeira excepção...
Ao final da tarde, em plena Ponte 25 de Abril, montado na minha Vespa, raros são os dias em que não desvio o olhar da fila de carros que circula à minha frente, para ver, à direita, um magnífico pôr-do-sol.
Este foi registado na Fonte da Telha, depois de uma longa caminhada pelo areal.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Pode ser que seja (apenas) do (mau) tempo...
Bem me tenho contorcido, retorcido, comprimido, inibido e mais coisas em ido ou não mas que evitam uma acção, de escrever aqui sobre a actualidade, crises económicas e porcarias do género. É um facto. Lendo os meus mais recentes escritos, não lêem cá nada disto, mas... Outro facto, enche-se, enche-se até que tem que vir por fora!
É quase ridícula a desfaçatez e superioridade com que manipulam a nossa vida! Não há maneira de descrever melhor, acho eu. É inadmissível que, apesar de todas as mentiras, de todas as injustiças de todas as manipulações falhadas que sempre se descobrem quando se chateiam as comadres, continuemos a deixar que nos façam de tolos e que, com papas e bolos, nos levem. É.
É digno de artista de circo com nariz batatudo e vermelho que nos queiram fazer entender que temos que patrocinar os prejuízos dos bancos e outras entidades financeiras, quando os gestores que as arruinaram, levaram na mesma os seus chorudos prémios de desempenho e produtividade, no bolso. Apenas e só para derreter em futilidades, porque ponho em causa que a partir de certo ponto, se precise de tanto dinheiro para sobreviver com a dignidade de um ser humano que não a mediocridade de um tirano cego, injusto e ditador. Quando eu e tantos outros por esse mundo fora, me depeno todos os meses para pagar, com toda a justiça, o que me é devido!
Até posso entender o financiamento desse buraco feito por incompetentes que nem sequer conheço ou reconheço qualquer inteligência ou autoridade, mas dêem-me ou a alguém com consciência social, sem avareza e competência comprovada, a oportunidade de mostrar como se faz. A oportunidade de mostrar que dividindo o muito (de mais!) que uns têm, por todos os que têm menos ou não têm sequer, podemos ter um sistema muito mais justo e estável e sem crises diárias que sempre pesam nos mesmos. Contribuir? Mais ainda? Com o quê, digam-me?
É anedótico que agora sejam injectados milhões de uma qualquer moeda, a fundo perdido, em instituições ou sistemas que faliram por mera gestão ruinosa e ganância. Chamavam-lhe mercado, leis da concorrência, sistema financeiro, economia dos países. Diziam que a tínhamos que deixar trabalhar, que só os mais fortes sobreviviam e era assim que as coisas tinham que ser. E agora? Querem milhões? Não façam isso, deixem o sistema funcionar...
Só mais um ponto que me suscita... dúvidas; lembraram-se de nós quando tinham lucros astronómicos? Não me lembro de terem vindo apelar à aceitação da maquia dos lucros que me cabia... Nem tão pouco de, não me tendo dito nada, ver o meu saldo a subir monstruosamente.
Este sistema está nitidamente falido. Foi-se. É como ter uma pessoa que só sobrevive ligada à máquina; não o é, não existe, nada podemos fazer para que ela volte a correr, falar, ver, sentir. Resta esperar. Que morra definitivamente e para todo o sempre. Não há velinhas de milhões ou injecções que a salvem. Desliguem a máquina e acabou!
Às vezes... Nem sei se me hei-de importar com ou desligar completamente da realidade. Como tenho tentado fazer. Deixar passar e acordar no “meu” mundo, descobrindo que afinal o que está a ser, não tinha sido. Desligar-me não tem sido fácil. E temo que nunca irá ser assim, nem agora, nem nunca!
E ainda tinha tantas lamúrias e desgraças do quotidiano para aqui deixar... Tantas forças negativas que tenho reprimido cá dentro, prontas a sair violentamente...
Pronto, desabafei!
Estou melhor, mude-se de assunto...
sábado, 4 de outubro de 2008
Eu, citadino inútil
Ao longo da nossa existência muitas inutilidades armazenamos. Quer o móvel que nunca mais se vai usar, mas que insistimos em não deitar fora e mandamos para o fundo do sótão, quer o objecto com pobre valor decorativo, mas que teimamos em deixar sobre o tampo da mesa, com função embelezadora, só porque foi não sei quem que nos ofereceu.
Só reparamos nas inutilidades que temos quando mudamos de casa ou por um motivo de força superior, temos que arrumar algumas coisas. Encontramos as porcarias mais diversas e, algumas delas, se bem nos recordamos ao olhar para elas com espanto, nunca tiveram qualquer préstimo. Mas, por obra do acaso ou do respeito, acabaram por ter sido guardadas como um bem precioso.
Isto sempre aconteceu. Mesmo aos mais pobres, que viviam numa aldeia remota e que, nos parcos bens terrenos, conseguiam sempre ter alguma coisa de inútil.
Hoje ainda mais. Com a massificação dos computadores que mais não são que uma extensão do nosso mundo, não podiam escapar a este efeito. Programas que utilizamos uma vez, permanecem instalados, powerpoints e vídeozinhos de piadas que guardamos porque são engraçados, mas que nunca mais vemos na vida, um link que adicionamos aos favoritos porque em algum momento da vida nos ajudou e, pensamos, nos poderá vir a ser útil no futuro. Acreditem, mais vale pesquisar novamente no Google que iremos encontrá-lo com da primeira vez!
E não só nos nossos computadores pessoais isso se passa. Como falei na pesquisa do Google, quantos resultados iguais encontram, ao pesquisar banalidades? Quantos blogues não são meras cópias uns dos outros ou de notícias veiculadas noutros sites e meios de comunicação social? Se são importantes, indiquem-nos o link, dêem-nos a opinião pessoal, mas escusam de repetir, letra por letra, ponto por ponto, o que outros disseram, escreveram ou mostraram.
Se comprar uma casa maior quando precisamos de mais espaço para as “nossas coisas” nem sempre é possível (monetariamente), já comprar um disco ou outro dispositivo de armazenamento é muito acessível e cómodo. Organizar custa-nos mais. Poder de decisão. Arrependimento, a seguir.
É mais simples e menos violento, adquirir mais um objecto. E que ainda por cima, imaginem só, nos permite ele próprio armazenar outras barbaridades dentro de si.
Maravilha!
Ao menos, um acidente (ou incidente?) no armazenamento informático, "obrigou-me" a limpar algumas coisas, instalar o SO de raíz e a melhorar as possibilidades de guardar umas coisinhas mais nos meus discos, até o próximo desastre. Claro, não apaguei (quase) nada do que aqui tinha. Pode ser importante... Comprei mais um disco. Ah, mas só porque é mais rápido que os outros e numa arquitectura mais recente e fiável, digo eu para mim.
Tretas...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
A rede e os seus tentáculos
Pouco mais tenho feito que trabalhar. Infelizmente, pouco tempo me resta livre que não o que utilizo para dormir.
Digno de registo, nesta epopeia empreendedora, mais um passatempo, desta vez para o Correio da Manhã: http://hiphoppobrezastop.correiomanha.xl.pt. Antes deste, outro para a Flash!: http://festivalmaresvivas.flash.xl.pt... O resto são tarefas rotineiras, com algumas descobertas que podem interessar a alguém e que por isso vou partilhar.
Uma site com uns tutoriais e aplicações interessantes para quem trabalha com o Apache em Windows. Eu trabalho, como servidor “doméstico” de desenvolvimento e testes. Confesso que ainda não experimentei nada do que aqui encontrei, a tal falta de tempo ainda não mo permitiu e, sinceramente, mesmo que tivesse permitido, primeiro tenho umas quantas coisas mais interessantes para fazer, antes de me agarrar, outra vez, a um PC, no final do dia. Mas fica o endereço: http://www.apachelounge.com/.
Voltas e mais voltas, umas pesquisas sobre funcionalidades e resolução de problemas e dei de caras com este outro site: http://nginx.net/. Parece igualmente interessante para quem procura alternativas aos softwares (mesmo os GPL), mais implementados no mercado. Encontrei quando procurava dicas sobre balanceamento de tráfego em infra-estruturas de blogues e outras.
Ao que parece esta aplicação servidor web faz também um excelente trabalho ao nível do balanceamento, atingindo benchmarks tão interessantes como outras soluções de hardware dedicadas presentes no mercado. Também funciona como proxy, mesmo para ligações POP, SMTP e ou IMAP, permitindo integrações interessantes entre protocolos usados para diferentes fins. Tal como o lighttpd (http://www.lighttpd.net/), outro servidor web, GPL, suporta streaming de FLV nativo.
E pouco mais se passa de “anormal”. A rotina apodera-se no restante tempo. Sinto-me mal por assim ser e por olhar para trás e ver que os passos que gastei são de trabalho e nada mais. Vejo alguns amigos a libertarem-se dessa prisão e eu cada vez mais enclausurado nela. Também quero liberdade!
E neste momento é só!
Sinto-me e estou tão desinteressante quanto aquilo que aqui escrevi o possa ser...
